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O que as crianças precisam aprender para ter sucesso em 2050

Esse é o título deste artigo de Yuval Noah Harari publicado em 2018 (que também é a Lição 19 do livro "21 Lições para o Século XXI"); um texto que, dois anos depois de ser publicado, permanece alinhado com notícias e estudos recentes sobre o futuro do trabalho e as competências essenciais para o Século XXI, divulgadas pelo Fórum Econômico Mundial em janeiro (e sobre as quais falamos neste post).


A partir da premissa que um bebê nascido hoje terá 30 anos em 2050, provavelmente estará vivo em 2100 como m cidadão ativo do Século XXII (sim, Séculos Vinte e Dois!), surge a pergunta:

"O que devemos ensinar àquele bebê que o ajudará a sobreviver e florescer no mundo de 2050 ou no século 22? Que tipo de habilidades serão necessárias para conseguir um emprego, entender o que está acontecendo ao seu redor e navegar pelo labirinto da vida?"

Já falamos aqui no Blog da Explore sobre os tempos atuais serem de volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade sobre tudo. Hoje, mal podemos ter certeza sobre o que acontecerá em um ano, quanto mais o que nos espera em 30 anos. Os estudiosos de futurismo e tendências esperam um crescimento acelerado da automação dos postos de trabalho repetitivo, mas será que virá antes? Ou depois? Ou tudo mudará?



Há mil anos, os humanos nem pensavam que toda a estrutura básicas das sociedades poderiam ser alteradas, ainda mais em poucos anos. Todos sabiam e esperavam uma guerra, invasões, pragas e fome; a massa da população era formada por agricultores ou artesãos, um grupo menor de soldados e poucos tinham o status de governantes. Mulheres eram submissas aos homens, a medicina era baseada em rituais mágicos, o tempo de vida girava em torno dos 40 anos.


Tudo estava no seu lugar, e seria assim por centenas de anos. Era mais fácil saber o que ensinar para os pequenos: como escolher os grãos, como saber se ia ou não chover, como cuidar da casa, como empunhar uma espada.


Mas, e neste século? Alguém se arrisca a prever como estarão Brasil, China, África, Europa ou até mesmo a Antártida, em 2050?


Não temos certeza de nada, seja sobre a vida, sobre o corpo, a tecnologia, a burocracia, as empresas, até mesmo sobre nossa identidade de gênero. Até a morte pode ser ressignificada com a possibilidade de upload de consciência para um ambiente virtual.


Na análise de Harari, ao longo de uma vida, tudo pode mudar muitas vezes. E como estar preparado para conviver com tantas mudanças ao longo de décadas? E as escolas, estão preparadas para esse desafio de educar no Século XXI?


Em termos de conhecimento técnico, "muito do que as crianças aprendem hoje provavelmente será irrelevante em 2050", diz ele. E prossegue: "atualmente, muitas escolas se concentram em colocar informações no cérebro das crianças", o que fazia sentido no passado porque era difícil conseguir informações, demorava para atualizar a base de conhecimento disponível.


Hoje, o desafio é oposto. Temos volumes enormes de informações disponíveis, muitas das quais mais "desinformam", ou são contraditórias entre si, ou apenas irrelevantes. O importante daqui em diante é aprender a selecionar o que aprender.

Nesse mundo, a última coisa que um professor precisa dar aos alunos é mais informações. Eles já têm muito disso. Em vez disso, as pessoas precisam ter a capacidade de entender as informações, diferenciar o que é importante e o que não é importante e, acima de tudo, combinar muitos bits de informação em uma imagem ampla do mundo.

Harari avalia que, para um indivíduo sobreviver e progredir em um mundo de mudanças contínuas e profundas incertezas, será preciso muita flexibilidade mental e grandes doses de equilíbrio emocional.


É muito difícil ensinar uma criança a sentir-se à vontade com o desconhecido e manter-se mentalmente equilibrada do que ensinar uma fórmula de equação. "Aos próprios professores falta a flexibilidade mental que o Século XXI exige, pois eles mesmos são produto do antigo sistema educacional", considera o autor.


Mesmo que o texto não traga uma resposta afirmativa sobre qual o melhor caminho a ser adotado (e faz todo o sentido que seja assim, já que a base dos seus argumentos é a volatilidade e a possibilidade constante de mudança que afeta nossas vidas), Harari pontua um caminho possível para a Aprendizagem hoje.


Ele traz à tona a visão de especialistas em pedagogia que defendem a adoção, pelas escolas, dos "quatro Cs”: Pensamento Crítico, Comunicação, Colaboração e Criatividade, minimizando habilidade técnicas e enfatizando as competências socioemocionais que se aplicam em todas as dimensões da vida.

O mais importante de tudo será a habilidade para lidar com mudanças, aprender coisas novas e preservar seu equilíbrio mental em situações que não lhe são familiares. Para poder acompanhar o mundo de 2050, você vai precisar não só inventar novas ideias e produtos - acima de tudo, vai precisar reinventar a você mesmo várias e várias vezes.

Foi justamente para oferecer para as famílias que já estão conscientes de que o mundo não espera mais respostas prontas, mas pessoas prontas para buscar as respostas necessárias para cada momento, é que foi criada a Explore. Um modelo de Aprendizagem Criativa, conectado com essas necessidades do futuro.


Nossa missão é preparar os jovens de 6 a 14 de forma integral, com dezenas de atividades que abrangem ciência e tecnologia, atividades artísticas e corporais, formando um conjunto único, lúdico e significativo de aprendizagem.


Para saber mais sobre nossa metodologia, entre em contato por WhatsApp ou mande uma mensagem no nosso Formulário de Contato.




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