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Estratégias parar quebrar o ciclo do bullying

Infelizmente, as estatísticas mostram o crescimento no índice de suicídios entre os adolescentes nos últimos anos. Não apenas no Brasil, mas em todo o mundo. Segundo este estudo* publicado pela American Academy of Child and Adolescent Psychiatry e realizado com dados de 48 países em desenvolvimento (o Brasil não está incluído), o bullying é uma das principais causas de suicídio entre adolescentes na faixa de 12 a 15 anos.


Ao fazerem meta-análise de outros estudos, os autores constataram que "esforços para diminuir o bullying, especialmente na escola, podem ser fundamentais para prevenir ou diminuir os suicídios de adolescentes". Constataram que programas anti-bullying nas escolas podem diminuir a vitimização em uma média de 17% a 20%.


É bullying ou não é?


Em um trecho deste artigo sobre o tema, Raquel Del Monde, colunista da CORE - Comunidade Reinventando a Educação, ressalta que o bullying acontece quando se estabelece uma relação de desequilíbrio de poder entre os envolvidos. "Ele se caracteriza por agressões físicas ou psicológicas sistemáticas cometidas com o objetivo de intimidar, humilhar ou ferir pessoa vulnerável.


Há um desequilíbrio na relação de poder entre os envolvidos, em que o agressor (ou os agressores) considera-se numa posição de superioridade (hierárquica, econômica, social, física ou cognitiva) em relação à vítima", explica.


Segundo Raquel, as agressões podem passar desapercebidas pelas demais pessoas. Em geral, acontecem longe da supervisão dos adultos, em locais como banheiros, encontros fora da escola, ou mesmo ou nas redes sociais, porém de modo furtivo e dissimulado, e até provocam surpresa quando são descobertos.


Todos sabem que as consequências do bullying podem ser devastadoras, com grave impacto na saúde física e mental das vítimas, levando a sérios prejuízos em seu comportamento, aprendizado e vida social. Algumas vezes as consequências são trágicas.

Raquel Del Monde


O ciclo do bullying provoca consequências sérias em suas vítimas, como o suicídio. O impacto vai além da vítima, afetando família e a Sociedade como um todo.



Uma das alternativas para abordagem do problema é o mindfulness. A técnica de meditação estimula a maior concentração dos praticantes, assim como a compaixão.


Para pais e professores, a abordagem auxilia a reduzir estresse e ansiedade, impactando positivamente a convivência com os jovens tanto casa quanto na sala de aula. Por tudo isso, a prática pode ser uma grande aliada da comunidade escolar e da família no combate ao bullying.


Adote agora mesmo o mindfulness contra o bullying!


A Explore Aprendizagem Criativa, em parceria com a CORE - Comunidade Reinventando a Educação, promovem neste sábado, 28/09, das 9h às 12h, na sede da Explore, a oficina MINDFULNESS COMO ESTRATÉGIA NO ENFRENTAMENTO DO BULLYING ESCOLAR.


A atividade é ministrada pelo Dr. Hugo Monteiro Ferreira e vai trabalhar aspectos teóricos e práticos para capacitar os pais e educadores a lidarem com essa questão.



Mais informações e inscrições podem ser obtidas neste link. E para saber mais sobre esse conteúdo, sugerimos assistir a este vídeo do Dr. Hugo Monteiro Ferreira a respeito do Setembro Amarelo e Educação das Emoções.

*Fonte: Bullying Victimization and Suicide Attempt Among Adolescents Aged 12–15 Years From 48 Countries. Autores: Ai Koyanagi, MD, MSc, PhD, Hans Oh, PhD, Andre F. Carvalho, MD, Lee Smith, PhD, Josep Maria Haro, MD, Davy Vancampfort, PhD, Brendon Stubbs, PhD, Jordan E. DeVylder, PhD. Journal of the American Academy of Child & Adolescent Psychiatry, Volume 58, Issue 9, Pages 907-918.e4 (September 2019)

DOI: 10.1016/j.jaac.2018.10.018

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